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    Wearables em 2026: um retrato do uso

    Por Sonar 31 de agosto de 2026

    Quantas pessoas realmente têm um wearable


    Uma pesquisa do Pew Research Center feita em 2026 mostra que 37% dos adultos nos Estados Unidos têm um smartwatch. Entre 18 e 49 anos, o índice sobe para 44%. Outra pesquisa, de 2025, apontou que 46% dos adultos do país tinham um wearable e que 83% de quem tinha usava o aparelho em pelo menos cinco dias por semana. Essa rotina mostra que o wearable deixou de ser acessório de nicho e virou uma fonte diária de dados de saúde e atividade.

    Wearables em 2026: um retrato do uso

    O mercado global de tecnologia vestível foi avaliado em US$ 92,9 bilhões em 2025 e deve mais que dobrar até 2033. A pesquisa também associa o uso constante a aumentos mensuráveis de atividade no dia a dia, além de dar a médicos e treinadores uma leitura mais clara das pessoas que acompanham.


    O que as pessoas usam de verdade


    O smartwatch ainda lidera com folga, mas medidores de pressão e de glicose mostram que a categoria foi muito além das pulseiras de atividade.


    Tipo de dispositivoAdultos nos EUA que têm
    Smartwatch43%
    Balança inteligente13%
    Medidor de pressão conectado13%
    Monitor contínuo de glicose9%
    Anel inteligente8%

    Fonte


    Usar um wearable muda mesmo a sua saúde


    A pesquisa é mais cheia de nuances do que o marketing sugere, mas dá para ver um padrão claro. Uma revisão sistemática de revisões sistemáticas (sim, isso existe) reunindo dezenas de estudos concluiu que as pulseiras de atividade elevaram a contagem de passos em 1.127 por dia, em média, entre quatro e seis meses, com efeitos menores mas ainda visíveis até quatro anos depois. Outra revisão da University of South Australia, com quase 400 estudos e 164.000 participantes, encontrou até 40 minutos a mais de caminhada por dia e perda média de 1 kg em cinco meses.


    Com o sono a história é parecida: efeito real, mas modesto. Uma pesquisa com usuários de wearables conduzida ao longo de sete anos mostra que as pessoas relatam avanços maiores na atividade física do que no sono ou na alimentação. Compartilhar dados de apps de saúde e fitness nas redes sociais também ficou mais comum do que há dez anos. Para algumas pessoas, mostrar o progresso em público cria um compromisso a mais que ajuda a manter os hábitos.


    Wearables também estão chegando ao consultório e ao treino


    A mudança não é só pessoal. Em uma pesquisa de 2026 com 2.222 médicos de vários países, 97% disseram que olham os dados de wearables dos pacientes de alguma forma, com confiança alta no valor clínico dessa informação. O que trava uma integração mais profunda não é falta de interesse médico. Nenhum país pesquisado passou de 6% de integração, principalmente por causa de regras de reembolso e de lacunas no fluxo de trabalho, e não por dúvida sobre a qualidade dos dados.


    Do lado do paciente, um estudo de 2025 constatou que 78,4% dos usuários topavam compartilhar os dados do wearable com um profissional de saúde. Ainda assim, a distância é clara: só 26,5% tinham feito isso de fato no ano anterior.


    O desafio de verdade já não é coletar os dados


    Conforme os wearables se espalham, o desafio sai da coleta e vai para o entendimento de informações espalhadas por vários aparelhos e plataformas. Uma pessoa acompanha a atividade do dia com um Apple Watch, o sono com um Oura Ring e treina com um Garmin. Outro cliente usa o MyFitnessPal para as refeições e o Strava para as corridas. Um treinador com elenco cheio acaba pulando de painel em painel só para entender o que está acontecendo no grupo. Nas clínicas é igual, porque o dado gerado pelo paciente só serve quando cabe no fluxo de trabalho que já existe.


    Esse problema não é o aparelho que resolve. O aparelho coleta os dados. Uma plataforma de análise de dados de saúde reúne várias fontes em um lugar só, o que ajuda a equipe a perceber mudanças mais cedo, acompanhar tendências e não precisar abrir app por app. Plataformas como o Sonar Atlas seguem esse caminho e conectam dados de apps e wearables no mesmo lugar. O valor não está em ter mais métricas na tela. Está em deixar esses dados fáceis de interpretar e de usar na hora de decidir.


    Sobre o Sonar

    Seu corpo está falando. Você está prestando atenção? O Sonar reúne todos os seus wearables, seus hábitos e seus biomarcadores em um só lugar para entregar análises sob medida e um nível de acompanhamento que antes ficava só com atletas de elite e biohackers. Usado por mais de 250.000 pessoas em mais de 170 países, o Sonar ajuda você a filtrar o excesso de informação sobre sono, recuperação, estresse, atividade e nutrição — para focar no que realmente importa. O Sonar não é só mais um tracker de saúde. Nascido na Columbia University, em Nova York, ele une o que há de mais atual em medicina, ciência do esporte e análise de dados a mecanismos de AI que revelam continuamente sinais sutis e padrões escondidos em milhões de pontos de dados, ajudando você a saber a hora de acelerar, a hora de pausar e onde focar em seguida.

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